8 de ago de 2013

O Homem

Eu tinha medo de algodão-doce, mas na verdade até o momento eu tenho medo de algodão-doce. Então eu amadureci longe dos algodões-doces. Foi quando eu conheci o Estuprador Homem (com H maiúsculo porque alguém ativou o Caps Lock).

Minha prima foi em casa saciar minha fome conversar comigo e enquanto conversávamos antes da transa ela disse que era perseguida por um estuprador fantasma. Ela me contou sobre suas experiências sexuais.

A primeira foi quando ela tinha acabado de ser comida pelo professor de Educação Física, então ela saiu para esperar a mãe, quando viu de longe o Homem: ele era homem (dã!), estatura média, roupa de pedreiro e a calça borrada de bosta. Ela também ficou com a calça borrada de bosta depois que o viu. Ela virou o rosto, ele saiu correndo e quando ela se virou de novo ele havia desaparecido. Coincidentemente a mãe dela chegou logo após o ocorrido.

A outra experiência foi quando ela chegou em casa, foi até o espelho do banheiro para tirar os brincos. A esposa do homem (Maria Gertrudes) ficou a observando. No dia seguinte haviam marcas de sangue, visíveis até o efeito do crack passar.

Chamei ela de otária e lhe atirei coliformes fecais na cara dela que saiu correndo chorando e voltou com um algodão-doce na mão. Foi traumatizante!

Na noite do dia seguinte acordei após ter pesadelos com algodões-doces. Ouvi um estranho barulho na garagem e fui até lá doido pra ver assombração. E foi o que eu vi: o Homem, cagando no chão. Gritei e ele saiu correndo. Toda a minha família acordou e foi ver o que estava acontecendo.

“F-Fantasma”, eu falei. “Eu não disse.” falou minha prima me atirando coliformes fecais na cara. No dia seguinte a vagaba foi embora e eu ia poder dormir.

Em uma bela noite ensolarada eu o vi: o Pokémon Homem, dessa vez cagando no meu quarto.

— Por que você fica cagando?

— Marcar território...

Pude ouví-lo falar:

— Proteger você.

— O quê?!

— Nada.

Aí ele saiu correndo. Liguei para minha prima.

Me: Sabe o Homem.

Vagaba: Sei.

Me: Ele ainda te come?

Vagaba: Só quando tem grana.

Minha prima morreu dois dias depois de HIV.

SIX MONTHS LATER... (Seu curso de inglês on-line não vai dar certo)

Percebi que aquele homem vai me proteger da morte, e minha prima otária deveu, quem manda querer abandoná-lo. Eu olho para ele e penso: “Me coma” “Estou protegido.” Isso até ele se viciar em comer algodão-doce.

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